A Dor de Trabalho de Parto

A dor de trabalho de parto, ao contrário dos outros tipos de dor, faz parte de um processo normal e tem uma origem conhecida.

A intensidade da dor é muito variável, sendo que para algumas mulheres é insuportável, mas para outras é considerada ligeira ou inexistente.

A dor de trabalho de parto deve-se a:

  • Causas físicas
    • Contrações uterinas;
    • Dilatação do colo;
    • Distensão do segmento inferior;
    • Distensão ligamentos;
    • Pressão no plexo lombosagrado (área das vértebras lombares e sagradas);
    • Pressão nas articulações pélvicas;
    • Compressão/distensão/abertura dos ligamentos pélvicos, região perineal e vulva;
    • Isquemia do músculo uterino.

 

  • Causas emocionais
    • Condicionamento negativo devido a circunstâncias culturais desfavoráveis (ex: baixa auto-estima; ouvir histórias “macabras” sobre partos, etc)
    • Condições ambientais (forma como a dor é percecionada pela própria cultura);
    • Suporte;
    • Experiência de vida pessoal (envolve todas as experiências anteriores de dor, outros partos, etc)

 

Quando temos o estimulo de dor, este é conduzido através da medula espinhal até ao cérebro. Existe um mecanismo denominado “portão-controlo”, em que, de acordo com esta teoria, o nosso cérebro não consegue percecionar muitos estímulos em simultâneo. Assim, através das estratégias não farmacológicas de alivio da dor, é possível diminuir ou mesmo bloquear a sensação de dor.

Esteja à vontade para comentar qualquer artigo e colocar questões, estamos ao seu dispor!

Faça like na nossa página de Facebook!

Inês Lopes

Bibliografia

Add a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *